coisas #primavera sound porto

A verdade é que a razão pela qual insisti que queria ir à primeira edição do festival Primavera Sound no Porto foi pelos Death Cab for Cutie. Não foi por já ter ouvido falar da edição do festival de Barcelona.

Infelizmente esse sonho parecia um espelho tal a maneira como foi partido em milhares de bocados. Bem sei que é dramático, mas vocês haviam de perceber.

Os Death Cab para mim são uma daquelas bandas que me acompanharam em fase de crescimento (arguably still in that stage…). Desde os 17 anos. Pode-se bem dizer que estou há 10 anos à espera dos ver. MAS TUDO BEM OPTIMUS, TUDO BEM. Nunca chove no Porto, não é? E o equipamento das bandas é super barato e resistente à chuva, por isso, sem problemas!

Enfim. Posto isto, apesar desse (grande, tão grande) desgosto, overall, o Primavera Sound foi um sucesso.

As condições do recinto eram muito boas. A passar pela limpeza das casas de banho (e havia sempre papel higiénico), as poucas filas para comer (mas merda, um pão com chouriço a custar 3€?), a cerveja super bock, mas acima de tudo… a paisagem. O Parque da Cidade do Porto é lindo. É enorme, é verde, tem relva (sim, Meco, estou a olhar para ti. tu e o teu pó!) que permitiu que na sexta-feira fosse possível deitar na relva e apanhar sol (sim, porque é claro que só choveu no sábado. CLARO). Quase, quase que deu para ficar com um ar semi-saudável. Quase.

E claro. As bandas!

Devo dizer que a banda que mais me impressionou foi Flaming Lips. Que concerto mais épico! Desde aos balões gigantes a serem lançados para o público, aos confettis, ao senhor Wayne Coyne a ir para dentro de um balão transparente e “andar” pelo público, à performance da banda. Tudo. Que concerto espectacular (e eu nem conhecia muito bem Flaming Lips. e é tão bom quando descobrimos uma nova banda, faz-nos sentir aquele calor na barriga. ou isso sou só eu?).

http://youtu.be/C51NUzGZPq0

Outra banda foram os Mercury Rev. Conhecia bem pouco, mas o vocalista, Jonathan  Donahue é um daqueles rockers à antiga. Entre as simulações do Karate Kid e a garrafa de vinho sempre em punho, uau. Esse senhor sabe dar espectáculo.

Outras bandas que mais me impressionaram (sem ser por ordem):
– Rufus Wainwright (que fabuloso. ainda para mais acompanhado pelo maravilhoso Teddy Thompson)
– The Drums (alguém dizia que ele parecia o Ian Curtis a dançar?)
– Wilco
– Yann Tiersen
– Kings Of Convenience (é verdade, nós sentimos a “dor da mesma maneira” e obrigada por não terem desaparecido)
– Gala Drop (merda de chuva, fez com que tivessem 20 pessoas, myself included, quando começaram, mas os senhores são uber cool)

E basicamente aquelas bandas que puxarm o “meh” que há dentro de mim:
– The XX (opá não percebo o hype, mesmo. são aborrecidos!)
– Suede (não sei, se calhar é por gostar mais de Pulp e do Jarvis Cocker. Como aquela cena de se poder só gostar OU de Blur OU de Oasis. Sim, acho que o mesmo se passa aqui, OU Suede OU Pulp).
– Afghan Whigs (dude, you’re a grown man, stop whinning.)

De resto, das coisas mais espectaculares do Primavera foi comprar um poster ilustrado do Tallest Man on Earth por 25€. Tinha que me vingar por não ter visto os Death Cab.

(ps – a sério. organização da Optimus, como é que é possível? e quem é que teve a ideia de fechar o palco principal a 1h do concerto de Death Cab, quem?? que desgosto.)

chuva.

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