#grande família

depois de um concerto (usando o termo de forma *muito* livre) do tudo é vaidade no cinema são jorge, confesso que a ideia de ir ver o samuel úria ao CCB assustava.
mas. quem deu um concerto tão bom na zé dos bois tempos antes, merecia uma nova oportunidade. (não são todos os dias que aparecem músicas como o espalha brasas ou essa voz).

no dia em que lisboa foi espanhola, o samuel úria (e seus muchachos) foi tocar ao pequeno auditório do CCB. a casa não estava completamente composta, mas o suficiente para ser uma cool crowd.

não há qualquer dúvida que o samuel úria é um dos grandes músicos da “nova geração” da música portuguesa: ninguém lhe tira o estilo com que toca guitarra/banjo, nem as suas expressões faciais, nem aquela voz que ora está num tom agudíssimo, ora está num tom gravíssimo. e a roupa? o meu pormenor favorito: as meias vermelhas.

só que…
eu gosto muito dos seus dois álbuns: das melodias, das composições, da voz e, em especial, das letras.
a verdade é que a maioria das letras são muito espirituais. (com um passado/presente/futuro baptista não seria possível esperar outra coisa).

parece um contra-senso conseguir ser tão rock’n’roll e ao mesmo tempo ser tão crente?
não sei. não percebo.

mas a verdade é que parece que já fazemos parte da grande família do samuel úria. temos a sensação que as pessoas que vão aos seus concertos são sempre as mesmas, quase que dá para dizer um olá-tudo-bem-por-aqui-hoje?

e que concertos! fico sempre com uma sensação boa na barriga. inspiração divina?

anyway.
i’ll quit ranting.

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