documentários netflix – edição CRIME

(alguns) SPOILERS.
cuidado mais à frente.

MAKING A MURDERER

Ok, se é a primeira vez que ouviram falar disto, não sei onde estiveram no ano 2016. O Making a Murderer é dos melhores documentários que já foi feito sobre a realidade da justiça americana: se és pobre, ou de uma outra raça que não branca, esquece, estás tramado, you’re going down. Mas a cena mais incrível deste documentário/série são os vários twists que vão acontecendo ao longo dos 10 episódios.
(a realidade é bem mais estranha que a ficção).

numa frase: um gajo condenado por uma coisa que não fez, passa 18 anos na prisão e quando é libertado é novamente acusado por um outro crime. (did he do it?)


The fear of 13

Documentário sobre um gajo condenado à pena de morte. através de uma entrevista com o próprio e recriações, ficamos a conhecer esta história (igual a tantas outras?).
mui interessante.

numa frase: mais um americano a ser condenado à morte com provas duvidosas. (he didn’t do it.)


Tickled

Tinha este documentário no minha lista há demasiado tempo. Um documentário sobre um concurso de cócegas? Demasiado estranho. Um jornalista da Nova Zelândia dá de caras com (mais) um vídeo estranho no youtube, desta vez sobre “Competitive Endurance Tickling” (insert frown emoji here) e decide investigar.
E, oh meu deus, que história. É espectacular. Na minha opinião, foi para este documentário que o género cinematográfico foi inventado (kidding, but not really).

numa frase: como um “concurso de cócegas” pode ser MUITO MAIS DO QUE PARECE.


The Witness

Este documentário relata a história de Kitty Genovese, uma rapariga que estava a morar em Queens, Nova York, durante os anos 60 e que foi violada e morta  à porta de sua casa. Com mais de 30 pessoas a ver/ouvir e que pouco fizeram. Começa com a premissa que em ambiente de grupo, as pessoas têm tendência para não agir, com a lógica do que “alguém fará alguma coisa” (“bystander apathy”). Mas no desenrolar do documentário percebemos que talvez não terá sido tanto assim..
ps – as ilustrações usadas para retratar algumas das cenas são espectaculares.

numa frase: o maldito do quarto poder.


Deliver Us From Evil

Hoje em dia já não se fala de casos de pedofilia dentro da Igreja, mas este documentário de 2006 faz uma exposição brutal sobre a história de um padre dos EUA que foi constantemente realocado de cidade em cidade no meio de rumores (!!) de pedofilia.
É um documentário muito difícil de ver, mas é obrigatório. Especialmente porque hoje em dia sabe-se que estes escândalos passaram-se em todo: EUA, Austrália, Irlanda, Portugal,…

numa frase: ugh.


Real Detectives

uma série que se baseia em recriações de crimes e que são narrados pelo detective responsável. tem uma produção espantosa e vão haver casos dd #heyitsthatguy
são casos terríveis e vão fazer com que percam mais um pouco de fé na humanidade.

numa frase: uma série de episódios que retratam um crime, com entrevistas e narração dos detectives reais que trabalharam os casos.
ps – eu fiquei bastante deprimida depois de ver esta série, mas para quem gosta da cena do true crime, é um óptimo exemplo.


bonus

Documentários que também valem a pena, mas que não estão no Netflix:
Capturing the Friedmans
The Jinx
The Staircase
Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father
The Central Park Five
OJ: Made in America
The Thin Blue Line (clássico)

 

 

Advertisements

#the west memphis three

se algum dia pensaria que seria condenada por um crime que não cometi? não. acho que ninguém (da europa e ocidente privilegiado) pensaria que isso fosse possível. mas é. e, a julgar pelo que li, demasiadas vezes.

no dia 5 de maio, de1993, em west memphis (arkansas, eua), três rapazes de 8 anos (stevie branch, michael moore, e christopher byers) desapareceram. no dia seguinte foram encontrados, mortos, num lago.
as crianças foram encontradas nuas, amarradas com os seus próprios atacadores e com cortes e feridas, como se tivessem sido “torturados”. como é óbvio (mesmo sendo isto nos eua), este crime horrendo aterrorizou a pequena localidade do sul. começou-se logo a suspeitar quer seriam vítimas de “rituais satânicos”.
dias mais tarde são feitas três detenções: damien echols, jessie misskelley jr., jason baldwin. 18 anos. 17 anos. 16 anos.
foram presos porque eram um alvo fácil. todos vinham de famílias destruturadas. famílias com historial de violência. they were losers.

West_Memphis_Three_Mugshot

foram condenados. à morte. a prisão perpétua mais 20 anos. a prisão perpétua.
com base em provas circunstanciais. sem provas de ADN. porque eram miúdos que se vestiam de preto. porque ouviam death metal. porque usavam colares com cruzes ao contrário. porque eram góticos no meio do sul da américa.

saíram vários documentários sobre este caso. mas, recentemente, com o novo desfecho do caso, surgiu um documentário muito importante de amy berg, com o apoio do peter jackson (yes, *the* lord of the rings) que conta a história desde o início até ao seu fim. (e que fim).

o trailer:

#when harry met sally

hoje morreu a nora ephron, argumentista e realizadora de vários filmes ditos romcom.
um dos filmes que escreveu, por acaso é dos meus filmes preferidos: when harry met sally.

esse filme é o verdadeiro estereótipo das comédias românticas, mas like a true sappy romantic, aquilo ressoa a verdadeiro. (ou isso ou sou super foleira. o que também pode ser verdade). eles começam por se odiar, ela é chata, ele é arrogante. mas por força das circunstâncias vão-se tornando amigos. há uns desencontros, umas falhas de comunicação, mas claro, no fim tudo acaba bem.

o filme retrata bem o sentimento universal do querer que gostem de nós com todas as nossas superficialidades, traços de personalidade, defeitos. isso e nós gostarmos dessa pessoa também da mesma maneira:

contudo, há uma premissa que é retratada através da personagem harry, que diz que os homens e mulheres não podem ser *verdadeiramente* amigos. que os homens querem sempre saltar para a espinha das mulheres: “men and women can’t be friends because no man can be friends with a woman he finds attractive. he always wants to have sex with her”.

percebo que seja inerente aos seres humanos querer saltar para a espinha uns dos outros, mas não concordo que entre um homem e uma mulher não possa surgir uma amizade sincera e transparente (sem querer saltar para a espinha um do outro).
right?

right?

okay, se calhar não são só os homens.