#grande família

depois de um concerto (usando o termo de forma *muito* livre) do tudo é vaidade no cinema são jorge, confesso que a ideia de ir ver o samuel úria ao CCB assustava.
mas. quem deu um concerto tão bom na zé dos bois tempos antes, merecia uma nova oportunidade. (não são todos os dias que aparecem músicas como o espalha brasas ou essa voz).

no dia em que lisboa foi espanhola, o samuel úria (e seus muchachos) foi tocar ao pequeno auditório do CCB. a casa não estava completamente composta, mas o suficiente para ser uma cool crowd.

não há qualquer dúvida que o samuel úria é um dos grandes músicos da “nova geração” da música portuguesa: ninguém lhe tira o estilo com que toca guitarra/banjo, nem as suas expressões faciais, nem aquela voz que ora está num tom agudíssimo, ora está num tom gravíssimo. e a roupa? o meu pormenor favorito: as meias vermelhas.

só que…
eu gosto muito dos seus dois álbuns: das melodias, das composições, da voz e, em especial, das letras.
a verdade é que a maioria das letras são muito espirituais. (com um passado/presente/futuro baptista não seria possível esperar outra coisa).

parece um contra-senso conseguir ser tão rock’n’roll e ao mesmo tempo ser tão crente?
não sei. não percebo.

mas a verdade é que parece que já fazemos parte da grande família do samuel úria. temos a sensação que as pessoas que vão aos seus concertos são sempre as mesmas, quase que dá para dizer um olá-tudo-bem-por-aqui-hoje?

e que concertos! fico sempre com uma sensação boa na barriga. inspiração divina?

anyway.
i’ll quit ranting.

#palíndromos

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My dewy-eyed Disney bride, what has tried
Swapping your blood with formaldehyde?
Monsters?
Whisky-plied voices cried fratricide!
Jesus don’t you know that you could’ve died
(You should’ve died)
With the monsters that talk, monsters that walk the earth
soulful
And she says I like long walks and sci-fi movies
If you’re six foot tall and east coast bred
Some lonely night we can get together
And I’m gonna tie your wrists with leather
And drill a tiny hole into your head

#devendra banhart no ccb

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devendra banhart @ ccb, 3 de agosto

devendra banhart @ ccb, 3 de agosto

tenho tido a sorte de já ter visto muito bons concertos.
nunca tinha visto devendra ao vivo, mas que maravilhoso que foi!. a banda, entre os quais o rodrigo amarante <los hermanos> e o fabrizio moretti <strokes>, também ajudou a estabelecer o mood que mais me fez lembrar do midsummer night’s dream.
foi muito bonito.

e a primeira parte do rodrigo amarante? *suspiro* que voz melodiosa que nos transporta a um lugar mais feliz.

ps – ao senhor que estava atrás de nós completamente fuct da marmita, por favor, antes de ir para concertos no ccb, pense e não vá. não há paciência que aguente palmas desritmadas e tentativas mais que falhadas de cantar músicas cujas letras desconhecemos. a sério.

#bad habit

I know,
You’ve fallen again.
The way I fell before.
Cause I’m a bad loser,
When you get your way.

And I know that I’ll change.
I’m chained again.
You’ve lost your way.
There’s nothing I want today.

Cause I’m a bad habit.
One you cannot shake.
And I hope that I change.
Don’t follow me.

So I wont,
let the flowers grow,
Into the deep below.
Oh, would you forget me now?
Still small.
Small voice of calm.
It’s the blame into my arms.

Cause I made my mistakes.
And I feel something’s changed.
And I know what’s at stake.
Wash the stains away…

I made my mistakes.
And I feel something’s changed.
Wash the stains away.
And I feel quite okay.

#a miúda que achava que a vida se resumia a uma canção de amor

tom waits

Operator, number, please:
It’s been so many years
Will she remember my old voice
While I fight the tears?
Hello, hello there, is this Martha?
This is old Tom Frost,
And I am calling long distance,
Don’t worry ’bout the cost.
‘Cause it’s been forty years or more,
Now Martha please recall,
Meet me out for coffee,
Where we’ll talk about it all.

às vezes é preciso acreditar em alguma coisa. e, às vezes, é mais fácil acreditar que se consegue encaixar a vida numa breve canção de amor. especialmente uma do tom waits.